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O Instituto Pólis reafirma seu entendimento de que as transformações sociais que buscamos requerem rupturas e novas políticas, que só serão possíveis pela via de amplas mobilizações sociais e por uma ativa e contínua presença das representações coletivas da cidadania nos espaços públicos, pressionando diretamente os governos e atuando nos mecanismos de participação construídos na última década.
Pode se verificar que as conquistas de novos espaços de participação de ontem podem se converter em instrumentos de cooptação e controle social, se não houver um processo contínuo de politização do social e socialização da política.
A ampliação do debate público sobre os governos municipais e suas políticas, sobre a democratização da gestão pública e a exigibilidade de direitos, é o caminho pelo qual se convoca a participação cidadã; ampliam-se, para o conjunto da sociedade, os desafios que envolvem as disputas pelos recursos públicos e pela orientação das políticas.
Este trabalho, de articulação social entre os grupos e entidades locais e as redes e fóruns que atuam num âmbito mais geral, constrói mediações que permitem transformar demandas sociais em propostas de políticas públicas, reconhecer a dimensão coletiva das soluções para os problemas da vida cotidiana.
A forma particular de inserção do Pólis nestes trabalhos tem por base a produção do conhecimento. A análise crítica da gestão municipal e das políticas públicas, assim como a sistematização, o debate e a difusão das políticas inovadoras que impulsionem a democratização da gestão e das políticas públicas são por nós eleitas como elementos indispensáveis do sucesso de sua atuação.
São estes conhecimentos que o habilitam a desenvolver processos de formação de lideranças sociais, democratizando o conhecimento e permitindo que essas lideranças ampliem a autonomia da sociedade civil. Da mesma forma, é a partir destes conhecimentos que o Pólis busca fortalecer fóruns e redes da sociedade civil, locais e nacionais. Também são eles que nos qualificam para apoiar iniciativas de governos locais que queiram promover a democratização da gestão e de suas políticas, fortalecer a atuação da cidadania em seus territórios.
Ante esta compreensão do seu papel no cenário atual, optamos pelas seguintes estratégias de intervenção no período 2005-2008:
Apoiar grupos locais e movimentos sociais na sua intervenção nas políticas públicas, especialmente na cidade de São Paulo.
Fortalecer redes e fóruns da sociedade civil.
Apoiar iniciativas de governos que promovam a democratização da gestão e de suas políticas.
Intervir no debate público e dinamizar processos de formação que se proponham a ampliar para lideranças sociais e para o conjunto da sociedade a agenda de disputas pela exigibilidade de direitos. |
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