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Os elementos para a implementação de um Programa de Desenvolvimento Institucional amplo, participativo e integrador das ações do Pólis vêm sendo amadurecidos e construídos ao longo de sua história desde 1987.

Entretanto, foi a partir da avaliação externa de 1997 que este processo ganhou impulso especial. As recomendações dos avaliadores propunham como desafios institucionais: firmar-se na cidade de São Paulo como lócus prioritário de intervenção e, ao mesmo tempo, ter um discurso e propostas para o país; ampliar e consolidar suas relações com os movimentos e organizações sociais; potencializar o impacto político de suas atividades; ter uma estrutura interna de recursos humanos mais integrada e flexível; ampliar e diversificar suas fontes de recursos.

Na opinião dos avaliadores externos de 2003, a situação institucional do Pólis passou por avanços notáveis. Passados seis anos da avaliação anterior, verifica-se que: a instituição está enraizada na cidade de São Paulo, mas projeta-se e trabalha nacionalmente; tem ampliado e consolidado suas relações com os movimentos e organizações sociais; tem aumentado o impacto político de suas atividades; tem uma estrutura interna organizada em equipes de trabalho capacitadas e que lhe confere maior flexibilidade; tem uma nova sede própria situada no centro da cidade que, além de oferecer melhores condições de trabalho para sua equipe, garante maior acessibilidade ao público de setores populares.

Essas relações de parcerias mais constantes com movimentos sociais vêm se fortalecendo e se ampliando nos últimos anos através de vários projetos específicos, como o Observatório dos Direitos do Cidadão da Cidade de São Paulo e a Escola da Cidadania.

Quanto à ampliação dos impactos de nossos trabalhos, estes têm sido buscados não só pela maior difusão e disseminação dos resultados das atividades, mas também pela participação direta em importantes Fóruns e Conselhos, muitos deles no nível de sua coordenação. Isto, além de construir legitimidade, sinaliza a existência de uma firme decisão institucional de incidir politicamente na cena nacional, valendo-se de seu acúmulo no conhecimento, formulação e gestão de políticas públicas.

Entretanto, o intenso processo vivido recentemente também revelou questões delicadas, que precisam ser equacionadas neste momento de crescimento e frente a desafios presentes na implementação deste novo Plano Quadrienal. Como enfrentar as novas demandas que surgem a partir da pressão de diversos atores? Como manter uma autonomia crítica e desenvolver uma reflexão constante sobre a conjuntura nacional e os novos processos que estão ocorrendo nas cidades brasileiras? Como não ser superado ou por um ativismo avassalador e fragmentado ou pelas demandas setoriais?

No plano da gestão e administração internas os desafios que se colocam dizem respeito às formas de apropriação coletiva, avaliação e disseminação dos resultados do trabalho, aos sistemas de prestação de contas, de administração de patrimônio, de recursos humanos e ainda às ações de captação de recursos.

Portanto, é nesse contexto que consideramos importante desenhar, ao lado dos programas de intervenção sóciopolítica propriamente ditos, um programa de desenvolvimento institucional que dê conta dos desafios identificados nesta nova fase.

Entendemos aqui o desenvolvimento institucional como um processo dinâmico, contínuo, de mudança intencional, deliberada e planejada, na vida da entidade. Seu alcance do extrapola necessariamente as fronteiras da organização propriamente dita e deve envolver e valorizar a relação com o público, as parcerias, as agências de cooperação, marcando e fortalecendo um campo de atuação política preferencial. Deve ainda favorecer a escuta, os processos de diálogo e negociação, a transparência e a comunicação interna e externa.

As ações do programa de desenvolvimento institucional ora proposto objetivam melhor capacitar nossa organização para a realização do plano de intervenção social do Pólis. Devem, nesse sentido, dar suporte, acompanhar e avaliar, a implementação dos processos e iniciativas que fortaleçam o posicionamento estratégico da instituição, isto é, ampliem sua base social, legitimidade e credibilidade, e promovam seu aprimoramento gerencial e operacional.

Sabemos que os objetivos, conteúdos e desafios colocados ultrapassam o período deste plano. O desenho do programa e de seus projetos parte de prioridades identificadas no processo de avaliação: a necessidade de aprofundar nosso processo de planejamento, Monitoramento e Avaliação; o aperfeiçoamento de nosso sistema de comunicação interno e com a sociedade; e a melhoria permanente de nossa organização e gestão internas, tornando nossa gestão mais horizontal, democrática, transparente, eficiente, ágil e integradora de pessoas, recursos e conteúdos.

Objetivo:

  • Formular e implementar processos e iniciativas que fortaleçam o posicionamento estratégico do Pólis, ampliando sua base social, legitimidade e credibilidade e promovendo seu aprimoramento gerencial e operacional.

    Resultados Gerais:

  • O Pólis e seus parceiros dispõem de avaliações sistemáticas dos resultados de suas intervenções.

  • A capacidade de intervenção do Pólis foi ampliada por conta da melhoria de sua gestão e organização interna e de suas práticas de planejamento e avaliação.
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