O Instituto Pólis é uma ONG (Organização Não Governamental) de atuação nacional e internacional. Fundado em 1987, o Pólis atua na construção de cidades justas, sustentáveis e democráticas, por meio de pesquisas, assessoria e formação que resultem em mais políticas públicas e no avanço do desenvolvimento local.

12º Encontro Estadual de Moradia Popular define plataforma e agenda de luta

Direito à Cidade, Reforma Urbana
24 de Março de 2011

“O crescimento econômico só pode ser considerado desenvolvimento quando inclui a população nos seus benefícios, ao invés de expulsar e excluir” afirma a Carta Compromisso da União dos Movimentos de Moradia de São Paulo do 12º Encontro Estadual de Moradia Popular. 

O encontro aconteceu na Escola CAIC em Sertãozinho, interior do Estado de São Paulo, com a participação de mais de 500 delegados/as e convidados/as, dos Municípios de São Paulo, Sertãozinho, Serrana, Campinas, Americana, Jundiaí, Campo Limpo Paulista, Bragança Paulista, Sumaré, Várzea Paulista, Ribeirão Preto, Santos, Praia Grande, Osasco, Diadema, Santo André, Taboão da Serra, Suzano, Sorocaba, Hortolândia e Cajamar.

A arquiteta e urbanista do Instituto Pólis, Paula Santoro coordenou junto com o Edilson Mineiro, da UMM a oficina sobre moradia e meio ambiente, aos pés de uma mangueira. Segundo Santoro, “foi importante o encontro ter acontecido mais distante da metrópole paulistana e, em especial, em Sertãozinho, onde o movimento acaba de conseguir abrir o diálogo com a prefeitura e com o governo do Estado, para juntos viabilizarem um conjunto habitacional para os ocupantes da antiga fábrica da Copersucar”.

Durante o encontro foi feita uma visita à ocupação na antiga fábrica, cujo imóvel hoje pertence à União.

Para a construção de um novo modelo de desenvolvimento, a carta defende:

– Que garanta o acesso dos excluídos/as à Cidade, incluindo todos nas políticas publicas de saúde, educação e moradia adequada;
– Que priorize mulheres e homens na luta contra a acumulação do capital e contra a exploração de trabalhadores e trabalhadoras pelo neoliberalismo;
– Que seja social e ambientalmente sustentável, garantindo o direito à vida para esta e as futuras gerações.

Leia a carta na íntegra.

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