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Como estamos criando cidades melancólicas

melancolia café filosófico
Urbanismo, Direito à Cidade, Reforma Urbana
3 de maio de 2017

Em entrevista à jornalista Maria Rita Kehl no programa Café Filosófico, a urbanista Ermínia Maricato explica os fatores que levam à melancolia na desigualdade urbana

Como a configuração e a arquitetura das cidades se relacionam com a melancolia? No programa Café Filosófico, Ermínia Maricato, arquiteta e urbanista, explica como as desigualdades urbanas têm gerado um estado melancólico e depressivo na população.

A melancolia também tem um caráter social. Nesse sentido, o melancólico é o estado daquele que se sente impotente, no caso das pessoas que vivem nas cidades, diante da construção opressora e excludente das cidades. Assim, segundo a especialista, a condição econômica, política e social influenciará na saúde mental de cada indivíduo. O tempo de transporte, a localização de moradia, estudo e trabalho, a concentração de empregos, e outros fatores fazem parte deste processo de exclusão da população periférica, por exemplo.

A ocupação dos espaços públicos e a efetivação das legislações acerca de assuntos que estão intrínsecos às cidades são dispositivos que levam ao caminho oposto ao da melancolia.

Veja o vídeo na íntegra abaixo:

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2 respostas em “Como estamos criando cidades melancólicas

  1. Eu penso que enquanto não tivermos profissionais adequados em cargos públicos de direção não teremos absolutamente nada , como exemplo sito Curitiba aonde tivemos por muito tempo norteada pelo Arquiteto Jaime Lerner . Mesmo assim não conseguimos obter uma fórmula de sucesso para cidades naturais é tão pouco as projetadas o que observo é que somente a educação faz as pessoas serem mais sanas . Vejam um exemplo clássico de civilização tribal , aonde a sociedade é orquestradas pelo respeito e pelos princípios encinados pelos anciões. Creio que nós Urbanistas apenas contribuímos para todo o bem estar e conforto do entorno mas o cerne deve partir da educação .

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