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agenda de ação climática de Diadema – diagnóstico socioterritorial
autoria:
Breno Malheiros de Melo
Davi Carlos Passos dos Santos
Eduardo Felix Justiniano
Fernanda Accioly Moreira
Gustavo Paixão Menezes
Isabella Berloffa Alho
Lara Aguiar Cavalcante
Luís Gustavo Bet
Marcel Fantin
Marcela Fernandes da Costa
Marina Pannunzio Ribeiro
Patricia Maissa Ferragoni da Cruz
Rossana Alcântara Santos
Vitor Coelho Nisida
ano: 2026
páginas: 214
isbn: 978-85-66624-60-1
colaborador(es):
Marcel Fantin
Vitor Coelho Nisida
Os impactos das mudanças climáticas têm provocado consequências cada vez mais graves e recorrentes nas cidades, onde hoje 64% da população urbana mundial já está altamente exposta a desastres ligados a eventos climáticos (UN-Habitat, 2024). Diante desse cenário, torna-se urgente articular de forma integrada as agendas urbana e climática, colocando as particularidades do contexto urbano no centro da ação pelo clima e incorporando as causas e efeitos da crise climática no planejamento das cidades, condição fundamental para alcançar a justiça climática e efetivar o direito à cidade para todas as pessoas. Meio ambiente e cidade não devem ser compreendidos como esferas separadas, pois os centros urbanos integram os ecossistemas globais e os modos de planejar, produzir e utilizar o território impactam diretamente o ambiente, ao mesmo tempo em que a degradação ambiental repercute de forma desigual sobre a população urbana, atingindo com mais força grupos historicamente vulnerabilizados, marcados por gênero, classe, raça e outras dimensões da desigualdade. Diadema (SP) é, de muitas formas, um município pioneiro por implementar diversas políticas públicas e instrumentos normativos que visam democratizar o acesso à terra urbana , proteger suas áreas ambientalmente estratégicas, promovendo inclusão social. Este Diagnóstico (Volume 1), desenvolvido no âmbito do projeto UrbVerde: Políticas Públicas para Qualificação Territorial Orientada à Adaptação Climática e Redução das Desigualdades1 , visa contribuir para que Diadema dê mais um passo na construção de seus instrumentos de planejamento e gestão da cidade, sempre comprometidos com a justiça territorial, social e climática, e visando estratégias de mitigação e adaptação, que contribuam para a redução das desigualdades e promoção de direitos. As análises aqui apresentadas dão origem às Ações Estratégicas apresentadas no Volume 2 e combinam rigor técnico com leituras territoriais. Dados, mapas e indicadores foram cruzados e explorados para identificar os territórios e os grupos sociais mais vulnerabilizados diante da crise climática em Diadema.
