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Cultura, políticas públicas e território: jovens conhecem política de territorialização da Secretaria Municipal de Cultura

14/09/2015

do Pontão de Convivência e Cultura de Paz do Instituto Pólis

Como promover articulações e espaços de diálogo nos mais diversos territórios de uma cidade como São Paulo, com 11,89 milhões de habitantes? Para superar esse desafio, a Secretaria Municipal de Cultura (SMC) iniciou em 2014 uma política de territorialização, apresentada aos/as jovens monitores/as na formação teórica do Programa Jovem Monitor Cultural (PJMC) desenvolvido pelo Instituto Pólis, no dia 08 de junho.

De acordo com Luciana Lima, assessora do Gabinete da SMC, a secretaria tem um histórico de discussão sobre territorialização, mas nunca se estruturou de modo a alcançar as várias regiões da cidade. “O nosso dilema era esse, como promover a articulação territorial sabendo que não conseguiremos ter no curto prazo ‘braços’ territoriais com pessoas dedicadas exclusivamente a isso”.

Um dos objetivos dessa política é promover as articulações do território, fazendo com que os/as envolvidos/as com a ação cultural dessas regiões se encontrem e tenham mais espaço de diálogo e de construção conjunta, ampliando, também, o diálogo da estrutura centralizada da secretaria com aquilo que acontece nos territórios.

“Temos a necessidade de também levar as iniciativas da secretaria como um todo e ouvir um pouco mais daquilo que está acontecendo na ponta, de quais são as possibilidades de pensarmos numa atuação conjunta, de quais são as questões mais urgentes e as dificuldades”, explica Luciana.

Uma primeira ação foi trabalhar, junto à gestão dos quase 200 equipamentos da SMC (incluindo, bibliotecas, teatros e centros culturais), a partir dos comitês regionais de articulação territorial propostos no Seminário “SMC no Território – articulando as políticas culturais na cidade de São Paulo”, realizado em dezembro de 2014. Os comitês foram estruturados em nove macrorregiões que contemplam todas as zonas da cidade.

Para pensar as ações de territorialização, foram criadas quatro frentes de trabalho: Comunicação; Articulação com a sociedade civil; Articulação com governo local e outras secretarias; e Estruturação da própria política de territorialização. Para Luciana, as duas primeiras frentes tiveram destaque, possibilitando a identificação de demandas comuns das macrorregiões.

“Começamos, de fato, a concretizar as ações a partir das reuniões regionais. A ideia nunca foi levar do Gabinete da Secretaria Municipal de Cultura uma determinação do que as pessoas terão que fazer nas regiões. Foi sempre o inverso: vamos sentir quais são as principais necessidades e dificuldades para ver o que priorizamos e o que conseguimos avançar, apesar das inúmeras dificuldades”, afirma a assessora.

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