agenda de ação climática de Diadema – diagnóstico socioterritorial
Os impactos das mudanças climáticas têm provocado consequências cada vez mais graves e recorrentes nas cidades, onde hoje 64% da população urbana mundial já está altamente exposta a desastres ligados a eventos climáticos (UN-Habitat, 2024). Diante desse cenário, torna-se urgente articular de forma integrada as agendas urbana e climática, colocando as particularidades do contexto urbano no centro da ação pelo clima e incorporando as causas e efeitos da crise climática no planejamento das cidades, condição fundamental para alcançar a justiça climática e efetivar o direito à cidade para todas as pessoas. Meio ambiente e cidade não devem ser compreendidos como esferas separadas, pois os centros urbanos integram os ecossistemas globais e os modos de planejar, produzir e utilizar o território impactam diretamente o ambiente, ao mesmo tempo em que a degradação ambiental repercute de forma desigual sobre a população urbana, atingindo com mais força grupos historicamente vulnerabilizados, marcados por gênero, classe, raça e outras dimensões da desigualdade. Diadema (SP) é, de muitas formas, um município pioneiro por implementar diversas políticas públicas e instrumentos normativos que visam democratizar o acesso à terra urbana , proteger suas áreas ambientalmente estratégicas, promovendo inclusão social. Este Diagnóstico (Volume 1), desenvolvido no âmbito do projeto UrbVerde: Políticas Públicas para Qualificação Territorial Orientada à Adaptação Climática e Redução das Desigualdades1 , visa contribuir para que Diadema dê mais um passo na construção de seus instrumentos de planejamento e gestão da cidade, sempre comprometidos com a justiça territorial, social e climática, e visando estratégias de mitigação e adaptação, que contribuam para a redução das desigualdades e promoção de direitos. As análises aqui apresentadas dão origem às Ações Estratégicas apresentadas no Volume 2 e combinam rigor técnico com leituras territoriais. Dados, mapas e indicadores foram cruzados e explorados para identificar os territórios e os grupos sociais mais vulnerabilizados diante da crise climática em Diadema.
