memória, povos negros e territórios

No curso Memória, Povos Negros e Territórios, o coletivo Cartografia Negra propõe debates sobre temáticas como o apagamento da população negra das narrativas oficiais de construção e formação das cidades, o direito à memória como caminho para compreender as violações de direitos dos povos negros e pindorâmicos no Brasil, as formas de resistências dos povos afro diaspóricos e o racismo e suas formas de atuação, bem como os projetos políticos de embranquecimento, a abolição inconclusa e as desigualdades e incoerências existentes hoje nas cidades.

As aulas do curso Memória, Povos Negros e Territórios acontecerão às sextas-feiras, das 19h às 21h, do dia 28/05 até 02/07, com emissão de certificado mediante participação em no mínimo 75% de nossas atividades. A aula do dia 25/06 começará às 17h para que a convidada Cristina Pinto, de Luanda, possa estar conosco.

Trata-se de um curso introdutório e aberto a todos os públicos. A proposta metodológica e os conteúdos do curso foram desenhados para que ocorram, desde já, mergulhos de aprofundamento, contemplando também as pessoas que já possuem alguma leitura sobre o assunto e desejam avançar em seus estudos e reflexões.

programação

educadores

Carolina Piai Vieira atua como educadora no PODHE (Projeto Observatório de Direitos Humanos em Escolas), do Núcleo de Estudos de Violência da USP, e como pesquisadora do coletivo Cartografia Negra. Graduou-se em Jornalismo na PUC-SP e tem formação complementar no Centro de Estudos Africanos. Foi repórter na PáginaB!/ARTE!Brasileiros e na Revista Vaidapé. Trabalhou também com produção de conteúdo na Cooperativa Paulista de Teatro.

Pedro Vinicius Alves é pesquisador do coletivo Cartografia Negra, trabalhou na Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo nos anos de 2014 e 2015 na produção do VII Festival da Mantiqueira (2014) e do VII Seminário Internacional de Bibliotecas Públicas e Comunitárias. Foi formadora em Cartografia Cultural no programa de Formação de monitores das Casas de Cultura e publicou o livro de poesias “Caderno Negro”.

Raíssa Albano de Oliveira é mulher preta, antropóloga e educadora, mulherista africana com formação complementar nas áreas das artes plásticas, fotografia e filosofia. Foi formadora em Cartografia Cultural no programa de Formação de monitores das Casas de Cultura e educadora da Fábrica de Cultura de Diadema. É idealizadora e pesquisadora do Coletivo Cartografia Negra e monitora da pós-graduação Cidades em Disputa da Escola da Cidade.

Anápuàka Muniz Tupinambá Hã hã hãe de Abya Yala, filho de Pindorama, Nação Tupinambá é ancião e avô, comunicador, empresário de cultura digital indígena no Brasil, Tecno-Xamanista, artista indígena orgânico e virtual, etnomídia indígena, CEO e produtor executivo da web rádio indígena Yandê e atualmente estudante de jornalismo na Faculdade Católica Paulista.

Júlio Cesar Medeiros da S. Pereira é professor de História Contemporânea da Universidade Federal Fluminense, diretor de estudos e pesquisa e coordenador do núcleo de pesquisa histórica do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos. É líder do Núcleo de Estudos e Pesquisas SANKOFA: Relações étnico raciais, memória, cidadania e Direitos Humanos. (Certificado pelo CNPq); e autor do livro À flor da terra: o Cemitério dos Pretos.

Maria Cristina de Ataíde e Pinto, nascida em 1956 no Uíge, Angola, reside há mais de 50 anos em Luanda. Licenciada em Relações Internacionais e Mestre em ensino de História de Angola, é também professora universitária e ativista social. É uma das Co-fundadoras da Associação KALU- Associação dos Naturais, Amigos e Residentes de Luanda fundada em 2003.

Cassia Caneco é mulher cis negra, arte educadora, cogestora da iniciativa Espaço de Artes Pretas e TLGBQIAP+ de Sapopemba, curadora do Festival Periferia Preta e pesquisadora do Instituto Pólis nas áreas de juventude, cultura e participação. Tem atuação no terceiro setor na defesa dos direitos da criança e adolescente e do direito à cultura. Prestou serviços como artista orientadora para a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social e é mutirante do MST.

inscrições

Este curso conta com duas categorias de inscrição:

  • estudante (graduação ou pós): R$90,00 por pessoa
  • profissional: R$180,00 por pessoa

Também oferecemos inscrições solidárias. Você se inscreve por um valor adicional, que é utilizado para custear mais bolsistas neste curso. Nesta modalidade, também há duas categorias:

  • estudante (graduação ou pós): R$100,00 por pessoa
  • profissional: R$200,00 por pessoa

As vagas são limitadas. 

regras de isenção

Tendo em vista a missão da Escola da Cidadania, oferecemos isenção na inscrição para até 10 participantes de movimentos populares, coletivos e organizações da sociedade civil. Para solicitar isenção, as pessoas interessadas devem preencher este formulário até às 17h do dia 21/05*. A seleção levará em conta critérios de gênero, raça, orientação sexual e situação de moradia. Encorajamos principalmente a participação de pessoas negras, trans e/ou moradores de periferias e favelas.

*Prazo para solicitação de isenção prorrogado para 12h (meio dia) do dia 28/05.

referências

Confira as indicações de leitura e de vídeos para cada unidade do curso nas caixas abaixo.