a pandemia no 2º turno de SP

novembro 2020

O segundo turno das eleições é o momento de aprofundamento das propostas e debates, bem como de definições das prioridades da próxima gestão. A pandemia da Covid-19 não terminou e, ao contrário do que os avanços na produção das vacinas podem sugerir, ainda estamos longe de uma solução que ofereça um estado de segurança sanitária à população – pelo contrário, os dados indicam que as infecções e internações estão aumentando novamente. É importante, portanto,  continuar monitorando os números de casos, internações e óbitos para tomar as decisões mais adequadas à realidade da cidade, além de seguir as recomendações da OMS.

Diante deste cenário, elencamos um conjunto de ações estratégicas que são fundamentais para o atual combate à pandemia e que não podem ser negligenciadas na gestão municipal que se inicia em 2021. Esse conjunto de ações é transversal às diversas áreas de atuação da Prefeitura e foi agrupado em 8 eixos prioritários. A partir deles, analisamos e comparamos os planos de governo dos candidatos que estão disputando o segundo turno na cidade de São Paulo.

confira também

1 estratégias de monitoramento, rastreamento e contenção do contágio

  • testagem em massa com RT-PCR de swab nasal;
  • identificação dos grupos mais atingidos e das áreas mais afetadas;
  • rastreamento de infectados e pessoas próximas;
  • transparência regular, detalhada e absoluta dos dados sobre pessoas infectadas, internações e mortalidade
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boulos/erundina

Menciona ampliação dos testes, mas não traça estratégias de busca ativa  ou rastreamento de infectados. Propõe a Política Municipal de Dados Abertos.

covas/nunes

Faz um balanço da gestão atual dizendo que tais medidas foram implementadas (sem mostrar números que comprovem algumas afirmações), sugerindo que a pandemia está sob controle sem deixar claro quais são estratégias que deve adotar/priorizar no próximo ano.

2 prioridade à atenção básica em territórios mais vulneráveis

  •  fortalecimento dos agentes comunitários de saúde;
  • acompanhamento da população com doenças crônicas/comorbidades;
  • prioridade às especificidades de saúde da população negra;
  • informação e orientação da população;
  • fortalecimento das Estratégias da Saúde da Família;
  • busca ativa, rastreamento de casos e seus contatos;
  • valorização das unidades básicas e de seus profissionais
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  • Propõe descentralização de hospitais de campanha e contratação de mais médicos especialistas e de família, mas defende a atenção básica sem especificar estratégias territoriais ou detalhar ação dos agentes comunitários de saúde. Defende adoção de atenção especial às especificidades da pop. negra e indígena. Propõe ações de proteção e acolhimento da pop. em situação de rua.

covas/nunes

  • Menciona a contratação de 260 equipes de Saúde da Família na atual gestão. Cita as estratégias de busca ativa e o rastreamento de casos sem apresentar números que comprovem a ação dos agentes comunitários neste último ano. Não fala sobre estratégias de saúde territorializadas. Propõe o Programa Avança Saúde que possui R$800 milhões para investimentos em equipamentos de saúde (incluindo hospitais), mas não especifica quais os investimentos na atenção básica.

3 apoio financeiro como suporte ao isolamento e alívio parcial dos impactos econômicos

  • programa de renda mínima;
  • programas de emprego;
  • apoio econômico e institucional a ações já existentes nos territórios populares
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  • Propõe programa de Renda Solidária a todas as famílias vulneráveis da cidade e programa de Frentes de Trabalho descentralizadas p/ contratar mão-de-obra que precise de trabalho. Propõe canais de financiamento e crédito para pequenos comerciantes, indústrias e cooperativas. Propõe centros de apoio a trabalhadores informais em cada subprefeitura. Também propõe a isenção temporária de tributos municipais a microempresas atingidas pela pandemia.

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  • Propõe ampliar o Auxílio Emergencial Municipal. Sobre geração de renda e empregos, coloca o programa habitacional como catalisador de novos postos de trabalho (49 mil), pensando no “pós-pandemia”.

4 alternativas de isolamento para famílias sem condições de praticar o distanciamento dentro de casa

  • hospedagem temporária em equipamentos públicos, hotéis conveniados, etc, priorizando os grupos mais vulneráveis;
  • distribuição de cestas básicas p/ garantia da segurança alimentar e nutricional
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  • Propõe programa de locação social e também casas de acolhida para famílias em situação de rua.

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  • Propõe continuidade da distribuição de cestas básicas pelo Programa Cidade Solidária e continuidade do Cartão Merenda. Não apresenta propostas para isolamento alternativo.

5 suspensão de todos os despejos

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  • Propõe núcleo especial de mediação para conciliar ações de despejo e reintegração de posse

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  • Não aborda o tema

6 garantia de condições seguras para passageiros e passageiras nos transportes coletivos

  • aumento da frota circulante para evitar aglomerações dentro e fora das conduções;
  • desinfecção adequada e regular de veículos e terminai;
  • fiscalização para controle de aglomerações e uso adequado de equipamentos de proteção individual;
  • distribuição de álcool e outros materiais para higienização
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boulos/erundina

  • Propõe desinfecção dos ônibus e dimensionamento da frota de acordo com lotações máximas.

covas/nunes

  • Não apresenta diretrizes

7 ações de prevenção do contágio nas ruas e outros espaços públicos

  • banheiros públicos e pias para trabalhadores e população em situação de rua;
  • distribuição de máscaras e kits de higiene para população mais vulnerável
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  • Propõe a ampliação de centros de atendimento à população em situação de rua

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  • Não apresenta diretrizes

8 estratégias para viabilizar atividades escolares (remota ou presencialmente) em condições seguras e menos desiguais

  • monitoramento permanente para definição das datas mais adequadas e seguras para o retorno do ensino presencial;
  • estratégias de testagem e contingenciamento em caso de surtos de infecção;
  • planos de proteção de todos os profissionais da rede de ensino;
  • adequação da infraestrutura física para aulas presenciais;
  • recursos e equipamentos para o ensino à distância
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  • Defende que o retorno presencial às escolas seja feito somente quando for seguro, descartando a volta às aulas em 2020. Propõe ampliar o número de profissionais para o atendimento adequado aos estudantes, bem como adequar as escolas aos protocolos de segurança sanitária, incluindo um programa de prevenção ao adoecimento dos profissionais da educação. Coloca como diretriz a garantia do acesso à internet e a equipamentos eletrônicos para todos os alunos.

covas/nunes

  • A volta às aulas não está colocada em discussão. O plano dá destaque a estratégias que visam compensar a defasagem do conteúdo perdido no ano de 2020. Não aborda monitoramento de casos nas escolas ou qualquer estratégia de testagem/contingenciamento, e não cita adequação da infraestrutura física. Propõe a expansão dos pontos de wi-fi e a facilitação do acesso à internet de banda larga. Também propõe a transformação das salas de aula em ambientes digitais e a compra de 465 mil tablets.

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