Instituto Pólis realiza seminário sobre Mudança Climática em Áreas Urbanas
O Instituto Pólis, com apoio da OXFAM, realizará o seminário “Mudança Climática em Áreas Urbanas: vulnerabilidades, impactos e adaptação” nos dias 23 e 24 de novembro na sede do Instituto.
O objetivo do encontro é debater com atores plurais os impactos da mudança climática sobre o meio urbano e as necessárias medidas de adaptação e prevenção, de forma a produzir subsídios que contribuam para a formulação de políticas públicas e de ações que contribuam para o enfrentamento da situação. O evento vai reunir pesquisadores da academia, representantes do governo e da sociedade civil e profissionais da comunicação. Entre os palestrantes estarão o Dr. Rubens Born da organização Vitae Civilis, o Dr. Paulo Saldiva da USP, a Dra. Magda Lombardo da Unesp e o Dr. Giuseppe Cocco da UFRJ entre outros. “O seminário deverá resultar na construção de uma plataforma com propostas que serão difundidas durante a COP-16 em Cancún”, afirmou a coordenadora-executiva e de Ambiente Urbano do Instituto Pólis. A programação completa do seminário está disponívelaqui. Para obter maiores informações, é possível entrar em contato com Vicente Manzione Filho no telefone 11 8259-9912. As vagas para participar do seminário são limitadas por isso é necessário se inscrever pelo e-mailseminariomudancasclimaticas@polis.org.br .




A abertura foi feita pela representante da Fase Belém, Aldebaran Moura que enfatizou a importância das parcerias das entidades das cinco capitais e do Fórum Nacional da Reforma Urbana para aprofundamento do tema e das ações visando cidades mais justas e menos segregadas.
Por fim, Raquel Rolnik discorreu sobre os processos que levam, em todas as grandes e médias cidades brasileiras, à situação de subutilização das áreas centrais e de segregação sócio-espacial. Segundo a especialista, o processo de perda de população das áreas centrais vem sempre acompanhado do surgimento de novos vetores de especulação e produção imobiliária. A produção e comercialização da moradia pela indústria imobiliária estruturam-se a partir do lançamento de produtos aparentemente novos, direcionados para as classes médias e altas, que promovem o abandono de tipologias habitacionais e bairros mais antigos. O mercado apresenta como produto os edifícios verticais, para décadas depois lançar condomínios horizontais distantes das áreas centrais, supostamente com qualidade ambiental superior. Esses processos levam ao abandono pelas classes altas e médias de determinados bairros, que passam a ser ocupados pelas camadas populares.
Em meio às várias atividades realizadas na manhã dessa sexta, 30 de janeiro, Boaventura de Souza Santos colocou uma importante discussão sobre as perspectivas políticas para o mundo e, especificamente, para os próximos Fóruns Sociais Mundiais. Essa conferência foi feita diante de centenas de pessoas de várias idades, homens e mulheres, brasileiros e estrangeiros, reunidas na Tenda Multiuso, vizinha à Tenda da Reforma Urbana.