Como estamos criando cidades melancólicas
Em entrevista à jornalista Maria Rita Kehl no programa Café Filosófico, a urbanista Ermínia Maricato explica os fatores que levam à melancolia na desigualdade urbana
Como a configuração e a arquitetura das cidades se relacionam com a melancolia? No programa Café Filosófico, Ermínia Maricato, arquiteta e urbanista, explica como as desigualdades urbanas têm gerado um estado melancólico e depressivo na população.
A melancolia também tem um caráter social. Nesse sentido, o melancólico é o estado daquele que se sente impotente, no caso das pessoas que vivem nas cidades, diante da construção opressora e excludente das cidades. Assim, segundo a especialista, a condição econômica, política e social influenciará na saúde mental de cada indivíduo. O tempo de transporte, a localização de moradia, estudo e trabalho, a concentração de empregos, e outros fatores fazem parte deste processo de exclusão da população periférica, por exemplo.
A ocupação dos espaços públicos e a efetivação das legislações acerca de assuntos que estão intrínsecos às cidades são dispositivos que levam ao caminho oposto ao da melancolia.
Veja o vídeo na íntegra abaixo:

O Instituto Pólis participou do encontro junto com a Associação Brasileira de Municípios (ABM) para a divulgação do Projeto pelo Fortalecimento dos Municípios, que prevê a promoção da Agenda 2030 e da Nova Agenda Urbana. A iniciativa é uma parceria entre o Instituto Pólis, a ABM e a União Europeia e tem como objetivo auxiliar 200 municípios brasileiros na implementação dos Objetivos pelo Desenvolvimento Sustentável (ODS).


m ser vítima de homicídio no Campo Limpo é 16 vezes maior do que na Vila Mariana. Já entre o distrito de Marsilac e Moema, o risco é 42 vezes maior no primeiro. 21% do total de homicídios de São Paulo em 2014 foram cometidos por policiais. Na cidade toda, existem aproximadamente 90 mil domicílios em assentamentos com condições de risco. Em âmbito nacional, Cerca de 36% das mulheres já sofreram agressão verbal na rua.