GPR2C: Reunião Regional Europeia em Barcelona

Urbanismo, O que é Direito à Cidade?, Reforma Urbana
30 de maio de 2016

Declaração sobre a Reunião Regional Europeia da Plataforma Global pelo Direito à Cidade

Edifício Histórico da Universidade de Barcelona

2 e 3 de abril de 2016

A Reunião Regional Europeia da Plataforma Global pelo Direito à Cidade (GPR2C, em sua sigla em inglês) foi realizada em 2 e 3 de abril de 2016 em Barcelona, ​​Espanha, reunindo 82 participantes de 19 países – Alemanha, Bélgica , Brasil, Canadá, Croácia, Espanha, França, Gana, Grécia, Itália, Marrocos, México, Montenegro, Portugal, Reino Unido, Sérvia, Suíça, Taiwan e Tunísia – todos oriundos de diferentes áreas de trabalho – representantes de movimentos sociais, defensores dos direitos humanos, organizações não-governamentais, acadêmicos,  setor público, fundações e organizações internacionais, entre outros.

Esta é a segunda reunião regional organizada pela Plataforma, que oferece uma excelente oportunidade para promover o diálogo, a cooperação e a coordenação entre as organizações que trabalham para o direito à cidade na região, através da troca de informações, definindo objetivos comuns e os primeiros passos para uma estratégia comum na região.

Durante o evento da Plataforma Global pelo Direito à Cidade, também foram apresentados os seus princípios, objetivos e ações, a fim de fortalecer as alianças regionais e convidar novas organizações para se juntarem à causa.

A reunião também incentivou o debate sobre o significado do direito à cidade na região, as diferentes maneiras de promover o intercâmbio de experiências sobre o direito à cidade, o processo do Habitat III e a inclusão do direito à cidade na Nova Agenda Urbana e nas políticas públicas regionais.

A fim de discutir o conceito do direito à cidade na região, vários grupos de trabalho foram formados para discutir os seguintes tópicos:

1) A democracia, a cidade e os habitantes; auto-gestão e espaços autônomos;

2) Financiamento / privatização da habitação social / público e espaços públicos;

3) O direito à moradia e o direito à cidade; os serviços públicos;

4) Cidades Competitivas vs. cidades solidárias; a economia social e trabalhadores informais;

2) Formas de expulsão e despejos, repressão, refugiados e migrantes;

3) Os sistemas alimentares da cidade-região e as relações urbana e rural, no coração do direito à cidade.

Entre as lições aprendidas a partir destes debates, destaca-se a riqueza e variedade de iniciativas existentes na região, devido à sua diversidade social, política, cultural e linguística. Por exemplo, como se explica a pesquisa Avanço na implementação do direito à cidade na América Latina e internacionalmente (em espanhol)”, na Europa, podemos encontrar três conceitos diferentes: “Os direitos humanos na cidade”, “direitos das cidades” e “direito à cidade”. Os participantes chegaram ao acordo sobre alguns pontos comuns como a compreensão do direito à cidade como um novo direito coletivo para um novo modelo de cidade, e a cidade como um bem comum. Agora, o desafio é criar um entendimento comum sobre este conceito e conectar essas ações concretas com lutas globais para o direito à cidade.

Deste encontro surgiram muitas estratégias, como a coordenação das diferentes lutas contra as violações do direito à moradia e à cidade (gentrificação, a privatização da habitação social / público e espaços públicos, falta de moradia, despejos, segregação etc);  e a promoção de iniciativas populares de leis,  da economia social, e formação de funcionários públicos, entre muitos outros.

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