democracia e participação política

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Nesta componente, a ideia de cidadania se realiza com ampla autonomia e autodeterminação, com participação política de todas as pessoas mediante ampliação do poder popular. Aqui, a radicalização da democracia é colocada como um princípio. O Direito à Cidade se efetiva e, ao mesmo tempo, defende a incidência política concreta, que permitam ou tenham potencial de (re) configurar o espaço a partir de suas bases sociais e, portanto, seja mais orgânico a elas, diferente dos espaços desiguais, excludentes e (por vezes) autoritários produzidos por gabinetes. 

A legitimação dos processos políticos vem de “baixo para cima”, já que são os habitantes que tem o direito de dizer como a cidade deve ser.  Nessa nova forma de cidade, as decisões são construídas de maneira horizontal e são os habitantes que tem o direito de dizer como a cidade deve ser

Cidades verdadeiramente democráticas convivem com a autogestão, com a ação direta e até a desobediência civil. 

O poder popular está na prática de resistências, no ato político do dissenso contra todas as formas de alienação (privatização e espoliação).

Na participação política, indivíduos e coletividades se tornam sujeitos de suas condições de existência e têm voz ativa nas questões que impactam suas vidas em comum.