espaços públicos e serviços de qualidade

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Todos nós construímos a cidade em nosso cotidiano ao conferir sentido e valor a ela a partir de nossas vidas (deslocamentos, atividades, etc.); por outro, temos direito de usar, ocupar, produzir, habitar, governar e desfrutar das cidades de forma igualitária, como pressupõe o Direito à Cidade. E como fazer isso sem usar, ocupar e desfrutar os espaços públicos? Não há vivência possível de cidade sem a utilização destes espaços; não há Direito à Cidade sem podermos aproveitar de forma segura, justa, democrática e saudável nossos espaços públicos. 

Alguns deles podem ser vistos como o espaço do medo e da violência; mas precisam ser reconstruídos como lugares de esperança e oportunidades. O conflito – este sim – é inevitável, mas é fundamental que a forma de mediá-lo parta do pressuposto de que abraçar o desconhecido e a diversidade são formas de fortalecimento da nossa sociedade, e não ameaças ao nosso sossego ou segurança. O Direito à Cidade para todas, todos e todes deve ser a nova ordem, e que o espaço público seja seu espaço por excelência.

Os espaços públicos são lugar do encontro, da diversidade, da expressão cultural e da ação política.

Ruas, praças, escolas, hospitais, museus, bibliotecas…. Todos esses espaços e serviços públicos com qualidade, atendendo a toda população, sem qualquer distinção é a efetivação do Direito à Cidade.